ABADÁ-Capoeira-Angola · 1996–2026
★ 30 Anos de Capoeira em Angola ★
Ovikangandyi · Espírito dos Antepassados
«Ajudando Angolanos a re-estabelecer relações com a sua cultura, história e identidade depois de 27 anos de guerra civil.»
Ivana Machado (2005)
A capoeira como instrumento de integração social: em todas as classes, em todas as idades, em todo o país.
Em associação à ABADÁ-Capoeira, o Projecto 5R recupera a noção de cidadania e resgata os costumes e as tradições que a guerra interrompeu.
Pesquisa histórica das origens da capoeira, das artes angolanas e dos instrumentos tradicionais. Demonstrações, baptizados, intercâmbio técnico e participação em jogos mundiais, europeus e africanos.
Aulas permanentes nos centros comunitários, campanhas de saúde e educação cívica, doações a orfanatos e apoio às comunidades mais desfavorecidas.
Desenvolver o paradigma ecológico como modelo de integração do homem no meio biofísico: movimentos de limpeza de praias, formação ambiental e parcerias de trabalho.
Música (orquestra de berimbau, banda de percussão), dança (maculelê, rebita, rituais axi-luandas), teatro (puxada de rede) e artes plásticas das comunidades.
A sede do projecto: biblioteca, arquivo histórico, oficina de trabalho, espaço recreativo e economato, valorizando o saber dos sobas e mestres de ofício.




Fotografias da festa dos 30 anos, Julho de 2026: © Ivana Machado
Dos séculos XVI a XIX, Portugal expediu escravos da África para a América do Sul, que levaram consigo as suas religiões e tradições. A capoeira, dança-luta afro-brasileira nascida nos quilombos, regressa às suas raízes africanas através da ABADÁ-Capoeira-Angola.
A ABADÁ-Capoeira chega a Angola. Primeiro contacto com esta arte afro-brasileira de carácter desportivo e sócio-cultural; o Mestre Cascão fica em Angola para implantar a capoeira em Luanda e nas províncias.
A primeira delegação angolana, com oito capoeiristas, desloca-se ao Brasil para representar o país nos primeiros Jogos Mundiais de Capoeira.
I Baptizado em Luanda com o Mestre Camisa, e primeiro festival de capoeira realizado em África, no Teatro Avenida, com o apoio da Embaixada do Brasil.
Nos III Jogos Mundiais, Angola conquista o troféu de melhor jogo Benguela e forma os três primeiros monitores angolanos.
Júlio Janguinda Moniz (Cabuenha) sagra-se Campeão Europeu de Capoeira nos VII Jogos Europeus, em Bruxelas.
Nasce o Projecto 5R. 250 capoeiristas encerram os V Jogos da CPLP no Estádio dos Coqueiros; 630 alunos baptizados em Luanda e Benguela.
Oficialização do Projecto 5R, apadrinhada pelo Vice-Ministro dos Desportos. Pesquisa de ritmos em São Tomé e Príncipe junto do grupo étnico São João dos Angolares; campanha social com o INAC.
Banda de percussão e participação na Trienal de Luanda. Nos VI Jogos Mundiais, na Bahia, «Angola brilha em Salvador»: medalhas de prata e bronze para Castelo e Marques.
Início da pesquisa para o livro «O Berimbau de Barriga»; campanha social HIV/SIDA; retiros ecológicos nas praias de Santiago, Sarico e na Ilha do Mussulo.
1.º Jogos Angolanos de Capoeira em Luanda, Festival de Cantigas e Projecto Bola de Neve (CNO). O graduado Cabuenha gradua-se Instrutor no Brasil.
Peça teatral Zuela Hungo, Orquestra de Berimbau e Campanha do Uniforme.
Mandubimba e campanha comunitária no núcleo de capoeira da Chicala 2.
Social Resgate, com os mestres Kamosso do Hungo e Kituxi: pesquisa viva dos instrumentos tradicionais angolanos.
Lançamento do livro «O Berimbau de Barriga» e 1.º Encontro Nacional ABADÁ-Angola.
1.º Encontro Feminino de capoeira em Angola.
Nos Jogos Mundiais no Brasil, Cabuenha torna-se o primeiro Mestrando africano e angolano da ABADÁ-Capoeira: um marco histórico para Angola e para África, celebrado com um aulão em Copacabana e a música do angolano Jorge Mulumba.
30 anos de Capoeira em Angola: três décadas de resgate cultural, integração social e formação de gerações, celebradas em Julho de 2026.
De Cabinda ao Namibe: os núcleos, as campanhas e os retiros que levaram a capoeira a todo o país.
Passe o rato ou toque num ponto do mapa para ver o que ali aconteceu.
«Nada é escrito, nada é dito, mas é poesia.» O ritual da capoeira acontece sempre numa roda, ao som do berimbau, do atabaque e do pandeiro. Ao lado da capoeira, o Projecto 5R preserva manifestações genuinamente angolanas.
A luta do homem do mar, o pescador axi-luanda, nascida na Ilha do Cabo, Boavista, Samba e Mussulo. Celebrada quando a pescaria é abundante, é dança, luta e cultura, praticada com camisa branca, pano africano (dizula) e pano amarrado à cabeça (kicumbo).
Ritual do litoral angolano, comandado pelo Mestre do mar. A rede é lançada ao mar quando começam os cantos; as kitandeiras esperam na beira da praia, cantando e batendo palmas. Pela sua beleza, foi levada aos espectáculos associados à capoeira.
Dança dramática nascida nos canaviais de Santo Amaro, na Bahia, dançada pelos escravos em comemoração da colheita: também dança-luta de grande agilidade, com bastões, facões e saia de serapilheira.
Dança de roda do Recôncavo baiano que fecha muitas rodas de capoeira. No repertório do grupo é apresentada em conjunto com o toque do hungo, ao som dos atabaques e das palmas.
Toque num nome para saber mais.
Angola pelos olhos de quem acompanha o projecto desde o início: fotografia de Catorze · @ecf.otografie
A capoeira cobre uma variedade de disciplinas, desporto, música, dança, teatro e cultura, sempre respeitando a integridade física de cada aluno. Levamos aulas a creches, colégios, universidades, clubes e empresas.
Ensinada em forma de brincadeira, desenvolvendo a coordenação motora e a elucidação através das músicas.
Ensinada em forma de jogo: jogando e cantando, dá-se ênfase à escola, a numeração e o abecedário, através do instrumento capoeira.
Mais direccionada à educação física, ao incentivo à leitura e à importância dos instrumentos: a capoeira também é música, jogo e arte.
Treino completo de capoeira, sempre respeitando a integridade física do aluno.
Ensinada de forma adaptada e simples, promovendo a mobilidade e o convívio.
O nosso sistema de graduação tem como referência a natureza: cada cor predominante representa um elemento, com a importância simbólica dos reinos vegetal, animal e mineral. O baptizado é a cerimónia de iniciação, onde o aluno recebe o seu apelido de capoeira e a primeira corda.
O ponto de partida de todos os capoeiristas.
A passagem da corda crua para a amarela.
A valorização do aprendizado que será desenvolvido a partir desta graduação.
A passagem da corda amarela para a laranja.
O despertar para a consciência do aprendizado.
A passagem da corda laranja para a azul.
A consciência da imensidão do caminho a percorrer.
A passagem da corda azul para a verde.
Um dos pulmões do mundo: a solidificação do aprendizado e o alicerce da ABADÁ.
A passagem da corda verde para a roxa.
A reflexão da continuidade: superar a dor física, psicológica e espiritual na busca do conhecimento.
A passagem da corda roxa para a castanha.
Desta graduação sairão os futuros mestrandos, mestres e grão-mestres da ABADÁ.
A passagem da corda castanha para a vermelha.
A pedra que simboliza a justiça: a consciência da responsabilidade para com a capoeira.
Decidir com acerto, precisão, honestidade, lealdade e, acima de tudo, com sabedoria.
O mineral que reflecte todas as cores. Só haverá um Grão-Mestre na ABADÁ.
Ilustração da corda: Novák Karel CZ / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0: recolorida.
A linha de transmissão da capoeira, de Salvador da Bahia até Luanda.
Um dos maiores capoeiristas de todos os tempos. Primeiro a receber autorização oficial para uma academia de capoeira, transformou-a em arte e desporto popular. Doutor Honoris Causa post-mortem pela Universidade Federal da Bahia.
Considerado o melhor aluno de Mestre Bimba e Grão-Mestre vitalício da ABADÁ-Capoeira. Foi o capoeirista que mais divulgou a capoeira pelo mundo, levando-a a mais de 50 países.
Nascido na Bahia, formou-se na academia de Mestre Bimba e fundou a ABADÁ-Capoeira, hoje presente em dezenas de países. «Um dos capoeiristas mais técnicos do mundo: o Pelé da Capoeira.»
Neto do boxista angolano Viriato Marcelino Monteiro, foi o responsável pela formação dos primeiros capoeiristas angolanos e pelo 1.º festival de capoeira em África. É o mestre responsável pelo núcleo da ABADÁ-Capoeira em Angola.
Julho de 2026: três décadas de capoeira em Angola celebradas com rodas, baptizados, música e as gerações todas juntas: das crianças aos mestres.
Fotografias da festa: © Ivana Machado
Nos Jogos Mundiais da ABADÁ-Capoeira, em Agosto de 2025 no Brasil, Cabuenha tornou-se o primeiro Mestrando africano e angolano da ABADÁ-Capoeira. Angola fez-se ouvir: o músico angolano Jorge Mulumba levou os nossos ritmos à roda, e o aulão em Copacabana juntou centenas de capoeiristas de todo o mundo.
Os angolanos cantam com Jorge Mulumba: Cachoeiras de Macacu, Mundial 2025
Cantos da nossa terra na roda do Mundial: Cachoeiras de Macacu, Mundial 2025
Do palco do Cine Atlântico aos videoclips de Paulo Flores e dos Zona 5, o grupo leva a capoeira e as tradições angolanas a eventos culturais e empresariais. O nosso repertório:








Aulas para todas as idades, dos 3 anos à terceira idade, em Luanda, Benguela e Huambo. Também levamos a capoeira a creches, colégios, universidades e empresas.
Falar no WhatsAppParcerias, patrocínios e apoio às campanhas sociais e culturais: há 30 anos que cada contributo chega directamente às comunidades.
Falar no WhatsAppOu por telefone: 923 523 824 · Instrutor Sapato · Luanda · Benguela · Huambo
Colégio São Francisco de Assis (Talatona) · Colégio Pirilampo · Centro de Viana · Clube dos Caçadores · Universidade Católica · Colégio Nsaiwo (Morro da Luz)

Responsabilidade Social e Ambiental
Há mais de duas décadas que o Projecto 5R desenvolve trabalhos sociais em Luanda, Benguela, Huambo e outras províncias. Parte da receita das apresentações reverte para as instituições mais desfavorecidas.
Abadá Meio Ambiente
A escola é um lugar privilegiado para adquirir valores e promover comportamentos pró-ambientais. Ensinamos aos nossos alunos a política dos 5 R da ecologia:
Repensar: consumo consciente: use o seu poder de decisão e escolha.
Recusar: produtos desnecessários ou que não contribuem para a saúde do planeta.
Reduzir: o consumo, repensando a real necessidade de tudo o que se compra.
Reutilizar: antes de rejeitar, verifique se pode ter uma utilização diferente.
Reciclar: quando nenhuma das opções anteriores for possível.